terça-feira, 10 de março de 2015

Santos! Bye Bye Jeep

Há algo interessante no ar...
É a prática do desapego, seja lá quem for você, aí do outro lado, a ler este post.
Cada um de nós, a nossa maneira, está "colado" a seu Jeep ou Dodge. Adesivado mesmo! E vamos empurrando, sem perceber, o sofrimento para o último minuto...
Se você despachou seu Jeep antes de nós, deve ter algo para contar. Ele não está mais na sua garagem. Como é isso? O que se passa?
Desapego. Santos está chegando, e 25 dias depois, o porto de Livorno...
Se eu passar por isto incólume, terei aprendido tanto. Terei vivido tanto. Terei amado tanto. Terei pensado tanto e valorizado tanto, e reconhecido tanto, especialmente a mulher que me escolheu - pode alguém sofrer mais do que ela com um louco como eu? Tanto, tanto, tanto...
Se passar por tudo isto, serei mais disciplinado, e mais desobediente também, porque não? Apreciarei meus vinhos com mais calma e olharei para o Jeep setentão como olho a mim mesmo, já quase cinqüentão (com trema).
E lá se vai o Jeep de Vitor&Ana... Vinte e cinco dias ao mar, 15 dias em solo italiano, e mais 25 dias de águas salgadas no retorno ao Brasil.
O que é isso? E o que dirá Marino, 95 anos, voando conosco para Montese (ITA), quando subir em nosso Jeep para visitar Monte Castello? E quando chegarmos às encostas onde ele foi ferido por granadas nazistas e se viu obrigado a limpar o sangue de seu amigo morto da peça de morteiro e prosseguir?
Porque será que nós, como ele (mas sob outras circunstâncias), seguimos em frente?
Um Jeep Jaboticabalense (e outros 25!) nos campos de batalha da Força Expedicionária Brasileira...
Saudades de Rui (Senta a Pua, Rui!), beijos em Julinha (sua esposa). Adeus Stéfani (teus filhos vão conosco!),  Martins, olha p'ra nóis aí de cima (taí Carmo, vais perder...), Goulart e Meira, e seus P-47.
Nós temos o exemplo. Cada um de nós que faça bom proveito.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Thanks Italy!


FEVEREIRO 2015

Grato pelo carinho, amigos e amigas da “Colonna della Libertá”, irmãos e irmãs da Itália.



Grazie per il carino, fratelli e sorelli della “Colonna della Libertá”, grazie a tutti gli italiani amici.

Grazie Tracce di Storia, Gotica Toscana, 34 Red Bull e tutti gli altri!!

Traduzione libera per Portoghese.

Introdução/introduzione – Colonna 2015

[ITALIANO]
Questa edizione che celebrerà il 70° anniversario della Liberazione nel centro nord, sarà una edizione speciale sia per le città, sempre nuove che attraverseremo, sia per la presenza della “Colonna della Vittoria” ovvero la presenza di 30 veicoli e oltre 100 brasiliani provenienti dal sud america, per celebrare il loro contingente che fu protagonista della nostra Liberazione; un gruppo, quello brasiliano, che ha sempre stimato ed è sempre stato un grande sostenitore della Colonna della Libertà e dei valori ad essa collegati.
Un evento sempre unico, ricco di emozioni e di persone alle quali siamo affezionati, oramai compagni di avventure in questo nostro cammino; un evento sempre denso di vere rarità storiche e di competenze sempre migliori in termini di restauro e conservazione. E' giunto il momento di mettere in moto....

[PORTUGUÊS]
Esta edição (da Colonna) que celebrará o 70º aniversário da Libertação do Centro/Norte italiano será especial, seja pelas cidades do trajeto, sempre novas, seja pela presença da "Coluna Brasileira da Vitória", com 30 veículos e mais de cem brasileiros que virão da América do Sul para homenagear o seu contingente que foi protagonista da nossa Libertação; um grupo, esse do do Brasil, que sempre respeitou e sempre foi grande defensor da “Colonna della Libertá” e dos valores a ela relacionados.

Um evento sempre único, cheio de emoções e de pessoas a quem somos próximos, agora companheiros de aventuras neste nosso caminho; um evento sempre cheio de verdadeiras raridades históricas, cada vez melhores em termos de restauração e conservação. É tempo de se colocar em movimento...

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Monte Castelo 70 Anos

21 de Fevereiro de 2015. Setenta anos, setenta anos. Só fui nascer 21 anos após a grande batalha pela tomada de Monte Castelo, na região da Emília-Romagna italiana. Era 1945 e a Segunda Guerra Mundial estava se aproximando do final.
Monte Castelo ao fundo.
E eis aqui a reflexão momentânea nas entrelinhas da competição radioamadorística ARRL CW (Telegrafia) Contest, após café e o jornal, enquanto Belo Horizonte e outras cidades preparam homenagens aos ‘pracinhas’ pela conquista de Monte Castelo (Norte da Itália), exatos 70 anos atrás. Sim, os ‘pracinhas’, homens da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, história que tão pouca gente conhece hoje em dia. E nem eram só homens (lembrem as enfermeiras) e muito menos apenas soldados (recordando pilotos do Senta a Pua e Olho Neles, além dos marinheiros).
Estou frente aos rádios (e lá se vão 34 anos), café tomado, girando o ‘dial’ entre ruídos de estática, pontuando uma estação aqui e outra acolá. O Radioamadorismo é uma das portas para o mundo. É preciso uma parada, já que a campainha tocou e o carteiro chamou - correspondência!. O pacote, desfeito, mostra o livro de Durval Lourenço Pereira, “Operação Brasil - O ataque alemão que mudou o curso da Segunda Guerra Mundial”, enviado pelo amigo Marco C Spinosa (justamente hoje agraciado com a Medalha Mascarenhas de Moraes), e com dedicatória do autor.

Do Carnaval, e a passagem por Sorocaba, nova conexão com o passado e o interesse pelo que se passou com os Brasileiros durante o maior conflito bélico do Século XX. E de repente, o mundo se apequena uma vez mais.
Visitados os parentes, e aproximando-se a hora do retorno para o lar jaboticabalense na quarta-feira de Cinzas, resolvemos visitar Milton Marinho Martins, que conta 93 anos de idade, mas não foi para a Guerra, embora tenha sido preparado para isso pelo Tiro de Guerra em Sorocaba (minha cidade natal).
Milton foi Professor e membro de algumas instituições culturais (inclusive o Gabinete de Leitura Sorocabano, outrora parada diária de meu avô materno), autor do livro “Sorocaba e a Segunda Grande Guerra”.
Em meia hora, descobrimos que parece não haver, a esta altura, nenhum ‘pracinha’ sorocabano vivo - pudera! - já que os mais novos estariam certamente na casa de seus 90 anos de idade. Isto é surpreendente, especialmente se feita a comparação com Jaboticabal, que mandou seis homens para a Guerra e até dois anos atrás ainda contava com pelo menos um sobrevivente.
Da conversa que envolveu os temas históricos pertinentes, vieram outras surpresas a comprovar que “o mundo é tão pequeno”. Ao perguntar meu nome todo, Milton se lembrou de duas passagens envolvendo ancestrais.
Ciente de que meu avô era atuante presbiteriano, curioso e sempre interessado em mais saber, citou que Amin Aidar ia com certa freqüência até a Catedral para ouvir um padre católico famoso pela oratória, de nome Francisco Sancro (ou algo assim). Todavia, não entrava, e acompanhava os sermões das escadarias.
Milton também afirmou ter ouvido de terceiros que meu tio-bisavô materno (acredita minha mãe) era conhecido como Nhonhô Picapau por um motivo peculiar. Para os fogôes a lenha, era preciso ter sempre a madeira cortada em pedaços pequenos, o que dispendia certa mão-de-obra e tempo. Quando procurado em sua casa, a resposta de quem atendia a porta era geralmente algo como “... está a picar pau” ou “... está picando pau”. Pronto, está feita a história.
Subindo para Monte 
E é para a história que voltamos, ao deixar a casa de Milton Marinho Martins. Em algumas placas pela cidade, encontramos os dizeres “Parada de Tropeiros”, e foi assim que Sorocaba começou, 361 anos atrás.
Depois de algumas horas de viagem, deixando pelo caminho Salto, Itu, Indaiatuba, Campinas, Cordeirópolis, Rio Claro, São Carlos, Ibaté, chegamos em Araraquara para o primeiro encontro com o veterano José Marino neste ano. Surpreso e muito feliz, foi logo nos saudando como “comandantes”, já nos colocando para dentro de casa.
Levávamos na bagagem outro fruto da viagem sorocabana. Usamos os serviços da Copiadora Abreu (especializada em arquitetura e engenharia) para escanear e imprimir em tamanho natural, mapa do entorno de Montese, nos Apeninos Modaneses, Norte da Itália. O detalhe é que o tal mapa é original, editado pelas Forças Armadas Americanas em 1944 para uso dos aliados em combate. Com uma cópia, conversamos um pouco mais com o ‘pracinha’ Marino sobre seu trabalho como operador de morteiro, nas frentes de Monte Castelo e Montese.
Em abril próximo, José Marino estará conosco nos mesmos locais que conheceu, sob outras circunstâncias (bem piores!), em 1945. Ele tem memória privilegiada e condição física invejável para alguém que completará 95 anos no Dia Internacional da Mulher - 08 de março. Será a primeira vez que sai do país após a Segunda Guerra Mundial.
Tudo é parte de um evento especial e único, rendendo homenagem apoteótica aos 25.334 homens e mulheres do Brasil que lutaram contra o nazi-fascismo durante a guerra entre 1944 e 1945. Além de alguns veteranos, todos na casa de seus noventa anos, haverá a participação de quase trinta Jeeps e Dodges produzidos entre 1941 e 1945, e que serão transportados do Brasil para a Itália por via marítima patrocinada, visando um roteiro que contemplará, entre os dias 21 e 28 de abril de 2015, parte das cidades que viram os ‘pracinhas’ lutar, então num dos piores invernos europeus em 40 anos (v.g. Camaiore, Massarosa, Bombiana, Monte Castelo, Montese).
Eles merecem, e nosso Jeep Willys MB 1942 estará lá.
Definitivamente, não é possível explicar racionalmente porque tanto interesse nesse período da História do Brasil e Mundial. Mas está aí, aconteceu, as teorias são as mais variadas. Difícil é fazer com que as pessoas entendam a distinção entre a valorização do conceito histórico de verdadeiros heróis, e o envolvimento político a eles relacionado. A tendência é sempre a de misturar os canais, o que acaba prejudicando o resgate dos fatos, soterrados sob as ideologias políticas de quaisquer vertentes.
Ana e eu não desistimos e cremos que a História da Força Expedicionária Brasileira pode e deve ser divulgada, especialmente como forma de homenagear um dos poucos heróis tipicamente brasileiros - o “Pracinha”.
E assim voltamos a 21 de fevereiro de 1945. Era a quarta investida em três meses contra Monte Castelo. A narrativa não precisa se estender, pois há vários artigos e livros disponíveis sobre o assunto, inclusive na “internet”. A intenção aqui, inclusive, não é a de esgotar o tema, mas apenas chamar a atenção para a celebração dos setenta anos da conquista, lembrando que em algum lugar do passado, tivemos “heróis” em ação, como José Marino, que alguns meses depois, foi ferido por estilhaços de granadas nazistas na luta pela cidade de Montese.
Monte Castelo caiu, não sem levar a morte dezenas de brasileiros. E setenta anos se passaram.
Ana e eu tivemos condições de visitar vários locais percorridos pelos “pracinhas” na Itália, a partir de 2010. Nada pode ser mais sublime do que o carinho dedicado pelos italianos aos soldados brasileiros e nada se compara com a alegria deles ao dizerem que “foram libertados por brasileiros”, como se fosse (e foi!) a coisa mais improvável do mundo.
Numa das viagens, estacionamos o carro próximo a Monte Castelo, e iniciamos a caminhada da base ao topo pelo meio do mato, que não é “fechado” como aqui. Bem calçados, sob temperatura amena, e levando nada em peso além da máquina fotográfica, gastamos duas horas para todo o percurso e chegamos cansados. Foi muito fácil imaginar o que esse caminho representou para homens que nunca tinham visto a neve e que enfrentaram o trajeto até o topo sob o fogo cruzado das “Lurdinhas”, carregando dezenas de quilos em uniforme e equipamentos. Muitos deles não foram poupados e se transformaram, como atestam os sobreviventes, nos verdadeiros heróis.
Zocca (ITA)
Este texto expressa nosso reconhecimento aos esforços dos heróis que não voltaram, mas também dos que resistiram a guerra e ao tempo para contar a história como ela foi vista por seus olhos. Não é só Marino, ainda firme em seus 95 anos de vida - são tantos outros que freqüentaram nossa vida e que colaboraram para nosso crescimento como pessoas, gente inesquecível como o Ten-Brig. Rui Barbosa Moreira Lima e sua esposa Julinha, Meirinha, Goulart, Stéfani, Lansillote, Motta, Pires, Zito, Vinícius, Osias, Varela, Areinha, Cruchaki, Buyers, Lincoln, Anselmo, Carlota, Pedro Paz, Inhan, Ruy, Taitson, Medrado, João Garcia, Cláudio... A lista não tem fim!
Ana e eu somos gratos pela opção que fizemos e estamos felizes por sermos reconhecidos, entre os veteranos e seus descendentes, pela defesa de sua valorização como ícones da historiografia contemporânea do Brasil.
Aos 21 de fevereiro de 2015, registramos nosso agradecimento a você, PRACINHA, herói do Brasil.

Setenta Anos da Batalha de Monte Castelo - Força Expedicionária Brasileira.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Uniformes Femininos WW2 (Allied)

Auxiliei Ana na elaboração do artigo em Português, mas 90% da arte é dela. Transpiração foi comigo...

O texto está distribuído em dez páginas e remete a vários outros links e fotografias pessoais. Estas, elaboradas em nossa casa, estão posicionadas em um álbum no "Google".

Esperamos que possa servir aos amigos e amigas que pretendem seguir à Itália, para as homenagens dos 70 anos das principais vitórias brasileiras na Segunda Guerra Mundial, aproximadamente entre 20 e 29 de abril de 2015.

Ao apreço de todos...

https://pt.scribd.com/doc/253028629/WW2-e-Mulheres-Uniformes#fullscreen=1

WW2 e Mulheres (Uniformes) by Vitor Luis Aidar dos Santos

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Interpretação de Jeeps !

Amigos e Amigas
Ao receber algumas mensagens de participantes BRASILEIROS da Coluna da Vitória a se realizar em Abril, informando a tripulação de cada viatura com seu respectivo motorista, percebi haver algo errado.
Respondi a dois compadres antes mesmo de compreender melhor o que se passava e ao ter acesso a internet em casa, consultei o Regulamento (que normatiza a participação) e o Comunicado n. 2, ambos preparados pela Comissão Organizadora do evento, da qual NÃO faço parte.
E de fato, o Regulamento apresenta um tópico específico e claro sobre a tripulação em cada Jeep, sendo cuidadoso o suficiente para usar o termo “prioridade”, antes de elencar os possíveis embarcados em cada veículo histórico.
Mas, afinal, porque estava eu recebendo e-mails com a lista de tripulantes de viaturas brasileiras?
É que a Comissão Organizadora, tratando também de tripulações, dirigiu-se de maneira específica aos estrangeiros no Comunicado n. 2, declarando:
“Aos participantes de outras nações não são feitas quaisquer exigências, senão o uso de veículos históricos do período 1940-1945 e a respectiva indumentária, respeitando-se a norma a seguir. Pede-se enviar identificação dos veículos e respectivos tripulantes para os ‘e-mails’ py2ny(at)yahoo(dot)com e marcos(at)polarisseguros(dot)com“.
Estou agindo apenas como intérprete do que a Comissão Organizadora lançou a guisa de Regulamento e Comunicado, e observo que houve até mesmo o cuidado de separar de maneira clara no tal Comunicado n. 2, o que era destinado aos brasileiros e o que se destinava aos amigos do exterior.
Vale a pena retomar, para fechar esta informação combinada com o pedido de escusas, o que consta do Regulamento em relação aos ocupantes de cada veículo e os objetivos da Associação Brasileira de Preservação de Veículos Militares:
“Miscelânea - Lotação dos veículos - Cada viatura será ocupada por, no máximo, seu motorista e mais três pessoas. A prioridade de ocupação das viaturas será: 1º) Motorista; 2º) Veteranos; 3º) Autoridades; 4º) Grupo Histórico FEB”.

Registro ao final, os links para acessar os textos na íntegra:
Comunicado n. 2
Regulamento Geral

Desculpas devidas e ora apresentadas, peço que as dúvidas sejam encaminhadas ao Presidente da Comissão Organizadora, Marcos Renault, ressaltando que até o presente momento, fui incumbido apenas de auxiliar na “ligação” com colegas estrangeiros que pensam em participar com algumas viaturas na Coluna da Vitoria, prestigiando essa verdadeira Epopéia que está se desenhando para os antigomobilistas “militares” do Brasil.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

PP5ASN under fire, Dresden 1945

So sorry, but this article is in Portuguese, only.


Com autorização de nossa querida Oma Alda, radioamadora PP5ASN, eis a transcrição de sua palestra abordando a Enfermagem e a Segunda Guerra, inclusive o bombardeio em Dresden, que ela vivenciou.
Ana e eu preparamos uma pequena introdução.

Pelo que Vovó Alda representa para o radioamadorismo brasileiro e pelo maneira com que aborda o maior evento bélico do século XX, vale a leitura, seja lá qual for a sua área de interesse.

Alda, uma enfermeira em Dresden by Vitor Luis Aidar dos Santos

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Brazilian Jeeps/Dodges in Italy 2015

Deve ser divulgado em breve, o roteiro para a Coluna Brasileira da Vitória, Norte da Itália 20 a 28 de Abril de 2015 (sujeito a alterações).
20/30 Jeeps/Dodges brasileiros transportados para os campos de batalha da FEB na Itália, com presença de Veteranos da FEB. Passagem quase certa por Pistoia e Montese.
(Não faço parte da Organização)

Should be released soon, the script for the Brazilian Victory Convoy, Northern Italy 20 to 28 April 2015 (subject to change).
20/30 Brazilian Jeeps/Dodges transported to the Brazilian Expeditionary Force battlefields in Italy, with the presence of FEB/BEF Veterans. Passing almost certain by Pistoia and Montese.
(I'm not member of the Organization).

Dovrebbe essere rilasciato presto, lo script per la Colonna della Vittoria Brasiliana, Nord'Italia 20 a 28 aprile 2015 (soggetto a variazioni).
20/30 Jeep/Dodge brasiliani trasportati dal Brasile ai campi di battaglia della FEB (Forsa di Spedizione Brasiliana) in Italia, con la presenza di veterani della FEB. Passando quasi certa da Pistoia e Montese.
(Io non sono parte dell'Organizzazione).

Devrait être libérés prochainement, le script pour la Colonne de la Victoire Brésiliene, Nord du Italie 20 a 28 Avril 2015 (sujet à changement).
20/30 Jeeps/Dodge brésiliens transportés du Brésil vers les champs de bataille du Force expéditionnaire Brésilienne. en Italie, avec la présence d'anciens combattants du FEB. Passant presque certain par Pistoia et Montese.
(Je ne suis pas partie de l'Organisation).

sábado, 1 de novembro de 2014

Válvula Termostática Jeep 1942

A Válvula Termostática do Jeep 1942.
Randal Fraga, do Paraná, recentemente lançou a questão na lista do CVMARJ. Aqui está a coletânea do que foi apresentado, por diversos colegas, nessa lista de discussão.


QUESTÃO
Gostaria de obter opinião sobre a necessidade de utilização da válvula termostática nos jeep MB/GPW. Alguns dizem que é necessário, outros recomendam seja retirada.
Substituí a minha por uma mais "fria" e a temperatura aparentemente não baixou.
Tenho receio de superaquecimento e gostaria de obter a opinião de quem já têm conhecimento de causa, nesta e em outras viaturas.
Obrigado! Randal



RESPOSTAS

Luciano Marchetti
Não confio na válvula termostática por 2 motivos:
1- Em teoria, o motor deveria trabalhar com o sistema de arrefecimento isolado pela tal válvula, para atingir mais rapidamente a temperatura de trabalho. O problema é que quando a válvula abre, o bloco recebe a água gelada que está no radiador, gerando um choque térmico. É muito comum achar blocos Continental com trincas internas por este motivo.
2- Corre-se também o risco da válvula engripar e não abrir no tempo certo, levando o motor a sobreaquecer. Olhando a construção da válvula, não da para confiar mesmo...
É melhor ter um pouco mais de paciência, aguardando o motor esquentar lentamente, do que arriscar danificá-lo.

Gisele Braga
Aqui no Rio de Janeiro, 40oC não fez diferença ter ou não a válvula. Fiquei sem ela um tempo quando fiz o motor, tive que recolocá-la, pois o local aonde moro é "frio", temperatura chegando a 12oC o que fazia ficar inviável ligar o jeep de manhã, pois ele reclama demais.
Depende da temperatura do lugar que você mora no inverno se não faz frio, não irá te fazer nenhuma falta.
Beijos e espero ter ajudado. Gisele Braga

Amboni
Em meu MB a válvula foi retirada por aconselhamento do mecânico que mexia nele, um senhor de 80 anos que trabalhou muito em jeeps. Ele falou do problema delas “trancarem” e ocasionar a queima da junta do cabeçote.
Nunca tive problemas de superaquecimento, basta ligar o jeep com alguns minutos de antecedência antes de partir e não há problemas.

Felipe Santos
Você pode rodar sem a válvula e, a princípio, não terá problemas de superaquecimento do motor. Entretanto, ela é fundamental para manter a temperatura do motor dentro da faixa ideal de funcionamento que é em torno de 90°C. Sua utilização proporciona um melhor rendimento e economia de combustível, bem como uma redução da carbonização no motor. Se a válvula não for utilizada, o motor trabalhará sempre "frio" e nunca alcançará a temperatura ideal de funcionamento para a qual ele foi projetado, principalmente em locais de clima mais ameno como aí em Curitiba e, consequentemente, haverá um desgaste prematuro das peças móveis abreviando a vida útil do motor.
Utilizo a válvula em minhas viaturas e a temperatura se mantém sempre dentro da faixa ideal de funcionamento. Sua utilização permite que o motor chegue nessa faixa de temperatura mais rapidamente e quando isso ocorre, a válvula então se abre lentamente e permite a circulação gradual do líquido de arrefecimento. Depois que motor chega na temperatura ideal, a válvula fica controlando a quantidade circulante de acordo com a exigência do motor para sempre manter a temperatura dentro da faixa recomendada. Nunca tive problemas em utilizá-la, mesmo morando no Rio de Janeiro onde as temperaturas são bem elevadas.
Além da válvula, é muito importante utilizar também um aditivo à base de etilenoglicol na proporção de 40% a 50% misturado à água destilada/desmineralizada. Isso permite que o líquido de arrefecimento do sistema se mantenha sempre limpo (o aditivo possui inibidor de corrosão), além de lubrificar a bomba e ajudar a aumentar o ponto de ebulição do líquido de arrefecimento. Se o aditivo não for utilizado, depois de um tempo a água do sistema começará a ficar com muita ferrugem em suspensão (aquela água marrom que costumamos ver saindo dos veículos com superaquecimento) e essa ferrugem poderá se acumular na válvula termostática e prejudicar seu funcionamento, inclusive travando-a e provocando superaquecimento do motor.
Acho que o "preconceito" com o uso da válvula vem da sua utilização em motores nos quais não foi utilizado o aditivo misturado à água. Isso deve ter causado o travamento da válvula em decorrência do acúmulo de ferrugem e, consequentemente, o superaquecimento do motor. Por isso a válvula acabou virando a "vilã da estória".
Faça uma busca pela internet e você verá como esse assunto é intensamente abordado. Você poderá verificar também nos fóruns do G503, willysmjeeps, CJ3B etc. que a utilização da válvula é algo inquestionável. A discussão neles é sobre que válvula usar: a de abertura a 160°F ou a de 180°F.

Alfredo
Todos os carros refrigerados a água saem de fábrica com esta válvula, não é recomendado que seja retirada pois compromete a vida útil do motor, fazendo com que ele trabalhe em temperaturas inferiores para que foi projetado.
O importante neste caso é tenha os devidos cuidados em usar um bom aditivo à água, como também, rever as condições das mangueiras e da tampa do radiador que tem papel importante para o funcionamento da mesma.

COTRAMS Emerson
Bom dia Randal e demais, não tenho nenhuma experiência com os motores dos MB´s, porém conheço um pouco do sistema de arrefecimento, que em geral é muito similar, e vou deixar minha opinião: a válvula termostática é fundamental em qualquer temperatura ambiente, pois somente ela garante que não haja choque térmico. Imagine a situação: você sobe uma serra com o jeep sem válvula, a temperatura chega lá em cima nos 90º, daí você desliga, fica por lá meia hora, com o radiador voltado contra um vento de 50 km/h, névoa fria, e com isso o radiador cai para 20º. O motor cai apenas 10º e fica com 80º. Ao ligar, a água "gelada" circula imediatamente no cabeçote e bloco. Isso é um "puta" choque térmico. Ainda tem um monte de vantagem, como rendimento e tudo o mais.
35 3341-4331 35 9983-9940 35 9983-9191

Humberto Brandão
No meu EE15 andei muito tempo sem a válvula Termostática, motor MB 366A. O ponteiro ia lá encima em subidas ou longos trechos em velocidade alta, posso andar a 115/h  e ficava lá embaixo a maior parte do tempo.
A explicação que me deram e que me convenceu é que a válvula está lá para manter uma estabilidade de temperatura no conjunto do motor.
Não é para esquentar mais rápido, até pode ajudar nesse ponto. A estabilidade de temperatura evita que o conjunto dilate e contraia várias vezes quando em uma estrada onde você tem subidas, esquenta e descidas, esfria. Isso faz com que esta variação ao longo do tempo diminua o temo de vida útil do Motor. Para quem usa pouco o veículo pode até não dar muita diferença, vamos morrer e não veremos as consequências. Mas faz sentido, foi baseado em pesquisa que os Engenheiros Projetistas fizeram esta válvula.
Me convenceram e voltei a usar novamente.
Agora,  a válvula termostática é uma peça com vida útil e como tal deve ser trocada a cada dois três anos dependendo do uso ou até mesmo sem muito uso pois ela trabalha em condições adversas e está sujeita a grimpar e ai a vaca vai para o brejo.
No meu EE15/MH tenho um sensor de temperatura no bloco do motor, além do sensor no sistema de água para evitar estas surpresas, se a temperatura subir no bloco dispara um alarme alto e o mostrador pisca.

Willian Rodrigues
A válvula termostática, tem a função de manter o motor aquecido durante o dia ou de um dia para outro.
Você não anda de jeep todo dia, e em dois dias a agua já estará totalmente na temperatura ambiente.
Tudo que os outros amigos falaram é verdade.
Não confio na válvula;
O melhor é aquecer o motor devagar antes de sair;
Quando ela abre joga agua fria num motor quente;
Pode dar defeito;
etc etc
Eu penso que o melhor é não usar válvula.
Estou mexendo nesse momento no meu jeep 6cc, motor bf 161,  em radiador, mangueiras, bomba,
abraçadeiras, estou colocando tudo novo e não vou usar válvula.
Inclusive as peças estão chegando hoje, devo montar amanhã, dai vou usar um produto limpa bloco
por uns dias, esgotar a agua, tornar a colocar o produto, andar como jeep mais um pouco, tornar a
esgotar a agua, lavar bem o sistema e colocar um liquido de arrefecimento.

Humberto Brandão
Conversei agora com o Zezinho e ele disse que “’E BOM MANTER O TERMOSTATO, ESTANDO CIENTE QUE PRECISA TROCAR PERIODICAMENTE”. A função é aquela, manter uma temperatura mais estabilizada no motor. Nas regiões mais quentes, é menos prejudicial não ter.

Vitor PY2NY
Atenção para os Jeeps que irão para a Itália. Na parte alta, temperaturas podem ficar entre 5 e 15 graus de mínima.

Talvez para a Colonna Brasileira lá, a válvula seja importante. Vitor PY2NY

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Nosso Sete de Setembro (I)


Momento de criatividade, elaborei o texto e disponibilizei no 'facebook'. Também há outro, interessante, que consegui com o amigo Amboni, de Criciúma, e que pretendo disponibilizar aqui em breve.
-
-

2010, fizemos o 7/Set com Fabio, não tivemos tempo de convencer a família do pracinha Rubens de Stéfani a liberá-lo. Éramos nós, e um belo Jeep Willys Kaiser M606 1966... 000 Veteranos / 001 veículo.

2011, já estávamos com nosso Willys MB 1942 terminado, e o Desfile da Pátria teve Marino, Motta e China, distribuídos entre esse Jeep e o M606 de Fabio. Foi uma emoção indescritível... 003 Veteranos / 002 veículos. 

2012, o time aumentou, a Dodge WC51 1944 estava disponível, Marcusajudou com traslado e a família jaboticabalense de Stéfani deu o sinal verde!! Lá estavam no 7 de Setembro, Marino 92, China, 93, Motta 91 e Stéfani 90, todos embarcados na Dodge comigo ao volante, Jeep 1942 com Anapilotando e o Jeep 1966 de Barato... 004 Veteranos / 003 veículos. 

2013. Stefani falecera em julho. Marino 93, China 94 e Motta 92 vieram de Araraquara novamente com Marcus, e os amigos de Ribeirao Preto prestigiaram o Desfile cívico com mais dois veículos históricos. Homenagem póstuma ao último veterano jaboticabalense da WW2. Após o desfile, recepção magnífica na casa de D. Belinha, viúva de Stéfani, com ajuda da neta Izabele... 003 Veteranos / 005 veículos

2014. Motta com graves problemas de saúde, não presente. Marino 94 e China 95 vieram de Araraquara uma vez mais. O Jeep de Eduardo BC fica pelo caminho entre Jaboticabal e Ribeirao Preto. São quatro os veículos na Rui Barbosa, sol escaldante, muita gente, anúncio no rádio e hasteamento das bandeiras, a do Município içada por Marino, herói da batalha de Montese. A Dodge "pifa" na metade do caminho e os reencenadores a conduzem, ombro-a-ombro. O desfile da Independëncia é mais uma vez, um sucesso e lá estamos nós, na garagem de casa, a festejar, inclusive com a presença de Belinha Stéfani.... 002 Veteranos. / 004 veículos.

Dá para entender a ordem cronológica dos eventos? Nós passaremos. Eles ficarão.

Temos sim, algumas histórias para contar e preservar. E elas valem a pena, valem cada segundo, ou cada metro percorrido, se preferirem.

De Montese (ITA) a Jaboticabal ou de Monte Castello (ITA) a Araraquara, essa é a história que vale a pena ser contada, sem politicagens, sem panfletagem - a vida como ela foi, nos Apeninos Modaneses em 1944/1945. Heróis brasileiros sob o pior inverno europeu em 40 anos. E "seo" Marino, dentro do casebre ao redor de Gaggio Montano, com os dedos no gatilho da ponto 30 mirada para a porta, com a fechadura se virando pela mão do tedesco (nazista) mas, milagrosamente, não se abrindo!!

Mais um dia na vida de um herói brasuca!!

Deste jeito, dá gosto de pensar em patriotismo sem patriotada...

Avante Marino! Avante Pires (China)! Avante Stéfani, desarmando minas! Avante Mottinha! Avante Rui e Meriinha, pilotos do Senta a Pua! Avante Belinha e Julinha, com seus 70 anos de casamento!

Avante FEB! A Cobra vai sempre fumar!